À flor da pele
Sabem quando uma coisa corre mal e depois segue-se uma avalanche de desgraças? Pois é, acho que chegou a minha vez de iniciar um novo ciclo de catástrofes! A de hoje é tão estúpida que nem merece ser contada, mas foi uma espécie de última gota para fazer transbordar o copo, que é como quem diz uma grande choradeira.
Lembro-me que a última vez que chorei foi no regresso da viagem a Aveiro, mas como hoje já não tinha memória… hoje foi por tudo o que não consegui chorar nos últimos meses, por todas aquelas coisinhas pequenas que me deixam angustiada, que não têm resposta, que me entristecem e sobre as quais não tenho qualquer poder. Chorei, chorei, chorei como se não houvesse amanhã, chorei com toda a minha alma. Horas depois e a voz ainda era a de choro.
Agora a voz acalmou, mas cá dentro ainda choro. Agora não choro pelo que aconteceu, mas por aquilo que está por acontecer sem qualquer relação com o que causou a choradeira. Choro porque trago dentro de mim um nó, porque me sinto a sufocar, porque sinto falta do que ainda não tive, porque sinto saudades de alguém que não está ausente, porque o que há de bom e mau na vida só tem sentido se partilhado… por isso estou assim com as emoções à flor da pele, com um pavio muito curto, o rastilho bem aceso, à beira de um ataque de nervos, quase um vulcão a segundos de entrar em erupção… por isso cuidado com o que me dizem e como o dizem ou habilitam-se a uma sinfonia… e não será o hino da alegria certamente.

faço meus os teus sentimentos e amanhã explico-te melhor… beijos e força!
Ser “gaija” do catano dá nisto…
e a máquina de lavar,como está?
Esta semana funcionou sem vestígios de calcário