Sobre mim…
J: ok? começamos? tenho 12 perguntas curtas, achas que chega? pelo andar das coisas surgirão outras.
P: siga!
J: queres mesmo publicar isto depois?
P: bem… estás a assustar-me. começa lá, logo se vê o que é que saiu dessa cabecinha…
J: e da tua! ehheh
fazes-te muitas perguntas?
P: faço, às vezes demasiadas. pergunto tudo, questiono tudo, especialmente se implica tomar uma decisão depois.
J: a ti própria. e aos outros?
P: cada vez mais. aliás, com os anos o descaramento tem aumentado. há momentos em que não pergunto directamente… fico à espera que abram uma janela ou uma porta para que tenha espaço para as perguntas, outras vezes espero. se me quiserem contar alguma coisa irão saber o momento certo. faço muitas perguntas, mas também deixo muitas por fazer. não gosto de abusar. se calhar porque também não gosto que abusem nas perguntas dirigidas a mim.
J: qual é a tua pergunta essencial, neste momento?
P: neste momento tenho muitas. queres só uma?
J: as imediatas, as que saltam logo…
P: vou atrás da aventura, do sonho, ou agarro-me à estabilidade profissional, que depois de muito tempo alcancei? estarei a ser injusta com os meus pais evitando cada vez mais as idas a casa? porque é que sempre que arrumo os pensamentos e os sentimentos me baralham tudo? quando é que alguém me diz: “és perfeita”? as que saltam logo são estas.
J: amor, verdade ou liberdade?
P: o amor sempre em primeiro!! e logo a seguir… a verdade… porque é algo que não existiu durante muito tempo na minha vida. mas prezo muito a liberdade, cada vez mais.
J: que percentagem de ti ficou nesse passado?
P: essa é difícil… 100% e 0%. faz sentido? 100% porque fui tudo, fui eu. 0% porque segui em frente. esse passado pode não ter sido feliz, mas não faço questão de o apagar. até me dá algum gozo recordá-lo.
J: para onde vais?
P: para o céu… espero!
J: então, és uma boa rapariga?
P: é uma expressão que oiço muitas vezes e acredito nela. sim, sou uma boa rapariga. dou tudo o que sou em tudo o que faço. aprendi numa das viagens a Taizé a amar e a dizê-lo com a minha vida, é o que tenho tentado fazer, mas também tenho os meus dias de pecado, de fraqueza…
J: Deus?
P: tem vindo a ocupar espaços diferentes ao longo da minha vida. já foi muito, já foi nada.
J: a pergunta inicial era: Deus, onde o deixaste?
P: não o deixei, nem Ele a mim, mas durante muitos anos virei-lhe as costas. agora temos uma relação tu cá tu lá, falamos todos os dias sem ser preciso novas tecnologias
J: qual importância da espiritualidade/meditação na tua vida?
P: sempre me achei uma pessoa espiritual, fui para a catequese porque pedi. fiz a catequese toda com a intenção de ser madrinha. fiz parte de um grupo de jovens, fui catequista e nessa altura a espiritualidade era vivida muito em movimento… tinha que estar sempre a fazer coisas, especialmente para os outros. agora vivo a espiritualidade de uma forma diferente, é uma forma de parar, de me ouvir, de O ouvir e aos que me rodeiam. agora procuro mais ser do que ter, ou seja, agora não preciso estar a fazer voluntariado em x sítios e fazer não sei quantas coisas. não sei explicar muito bem.
J: ir à procura de nós próprios…?
P: sim, mas uma procura mais calma.
J: onde está a tua paz ou onde a procuras?
P: a minha paz está junto dos que amo, dos 3 afilhados, da família, dos amigos. procuro-a em várias “casas”, mas onde a vivo melhor é em Taizé.
J: o teu refúgio?
P: a minha casa acima de tudo. a minha, não a dos meus pais. e a Joana.
J: segues o teu coração?
P: gostava de dizer que sim, sem medos, mas a verdade é que pondero sempre tudo. sinto com o coração e decido com o cérebro. passo a vida a pesar prós e contras. se eu seguisse o coração agora estava atrás do sonho.
J: “eu sou eu mais a minha circunstância” é uma desculpa ou a realidade?
P: tu és tramado! é uma realidade! como já disse: penso em tudo, peso tudo, levanto hipóteses, projecto as coisas para daqui a x tempo e nas consequências na minha vida e na dos que me rodeiam.
J: já te enganaste ou continuas a não ter dúvidas?
P: já me enganei, já houve “nuncas” que tive que engolir.
J: o maior erro?
P: esquecer-me de mim.
J: aprendeste ou tiveste que ver o 007?
P: tudo experiência própria
o agente secreto 007 ou o médico colega da Grey?
J: ahahha! o que te fascina nessa série?
P: as relações entre eles, a forma como lidam com os sentimentos, a forma como se transformam à medida que vão vivendo, adquirindo experiência, perdendo umas batalhas e ganhando outras. mas não foi por isso que a comecei a ver.
J: já agora, foi porquê?
P: por causa do denny duquette
comecei a ver a série quando ele estava à espera de um transplante
J: qual é a tua personagem na série?
P: curioso… no outro dia estive a pensar num post só com caras das personagens das séries que gosto. sou muito Grey, muito apaixonada, muito dramática, mas com garra quando é preciso, com o peso da relação dos pais nos ombros…
J: e o post…
P: no post ia ter a grey, a bones, a sarah walker, a alison…
J: e da tua infância?
P: a ana dos cabelos ruivos, a cinderela, o patinho feio
J: e tu eras a…?
P: essa gente toda
eu sonhava com a janela da ana dos cabelos ruivos. ainda sonho. a cinderela e o patinho feio por motivos óbvios.
J: “dizia um poeta que ao fundo da rua está a nossa infância”, sentes isso?
P: sim, sinto isso em todas as visitas a casa dos meus pais. cresci naquela rua, sou muito bairrista
J: voltando atrás, por que é que é óbvio (cinderela e patinho feio)?
P: porque tal como esses personagens também sou capaz de me transformar… basta querer
J: e porque não a cinderela e o príncipe?
P: acredito mais na transformação da cinderela do que na chegada do príncipe. e depois porque não sou de ficar sentada à espera, né?! se ele não aparece vou tratando de mim.
J: o teu momento na vida, até agora?
P: só um?
J: os que quiseres. descreve.
P: neste momento consigo destacar o maior de todos. ver os meus 3 afilhados juntos. a explosão de amor que senti dentro de mim não tem explicação, foi como se o meu coração fosse maior que o mundo, tivesse asas e voasse. o meu coração era a casa do Up.
J: ser mãe?
P: passa pela minha cabeça. tem surgido mais vezes no meu pensamento, nos meus projectos de futuro.
J: mudaste?
P: mudei. depois de sentir aquela explosão como tia/madrinha fiquei curiosa por o sentir como mãe.
J: teimosa ou persistente virtuosa?
P: as três!! há coisas que é mera teimosia, porque quero ter razão, porque 99% das vezes tenho razão. persistente, porque quando quero muito coisa, mas mesmo muito, sou que nem um cão agarrado a um osso. virtuosa, porque preciso de inspiração. de ter e de ser.
J: três profissões possíveis?
P: directora de um museu de arte contemporânea, artista (pintora/escritora) e feliz
J: porque é que o belmiro de azevedo quer um bmw 7?
P: isso é uma anedota?
J: desistes?
P: porque gosta?! não faço ideia porque é que ele quer um bmw.
J: para dizer o que quer dizer, quando quiser e não sofrer represálias do governo. concordas?
P: o que é que o cú tem a ver com as calças?! sabes que não sou dada a politiquices.
J: a tua casa de sonho?
P: uma casa física?! com sótão, com janelas como as da ana dos cabelos ruivos, com jardim, com baloiços, com uma cozinha com uma ilha como a dos walkers, com lareira para colocar as meias no natal e para fazer o amor no quentinho
J: e a tua cidade… ?
P: a de sonho será sempre Paris, a do coração é a minha terra natal:)
J: um filme que gostaste mas que não voltavas a ver…
P: se gostei volto a ver
J: e voltavas a gostar de tudo o que gostaste?
P: não sei… estava a tentar lembrar-me de alguma coisa que tenha deixado de gostar.
J: para onde irias neste momento?
P: para onde me levassem.
J: mais passiva que activa?
P: quando se passa muito tempo a tratar de tudo, chega um momento em que queremos que tratem por nós, logo, há vezes em que gosto de assumir um papel mais passivo do que activo.
J: e quem é que te levava neste momento?
P: ninguém. aliás, “não sei se existe quem amo. mas sei que existe o amor.” o amor levava-me. não tem nome, nem rosto, nem forma, mas sei que existe.
J: é uma fuga?
P: não. queria que me levasse para uma aventura.
J: o que estás a cantar neste momento’
P: “love, the sound of love / love, the sound of love / playing in my mind”.
J: paramos ou continuamos?
P: pausa… agora fiquei com a música
(continua em breve…)
(quem quiser pode deixar nos comentários palavras, músicas, imagens ou qualquer outra coisa que diga mais sobre mim ou sobre o blog)
[...] Sobre mim… [...]
http://www.youtube.com/watch?v=zZsGWmpcai4&a=EaXr3kLW45I&playnext_from=ML
Gosto muito desta música
http://www.youtube.com/watch?v=wHS_sLaOIVg
Aqui vai mais uma !!!!!!
Hoje estamos numa de brasileirada !!!!
http://www.youtube.com/watch?v=dCvfE1lRsbA
Boa escolha
Gostei tanto, mas tanto, tanto!! Vou encher-te de rosas!!!
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=OsVOnvodkOg&hl=pt_PT&fs=1&]
Feitos de chão, de chuva e sonho
Fora do tempo
Despedaçado o que fica de nós
Nas batalhas sentidas cá dentro
Por isso é que eu sigo esse brilho de noite
Que é estrela ou chama
Olhar ou mar
E vou procurar essa luz
Mas só quero lá chegar contigo
Feitos de tempo em mil pedaços
De escuro e luar
Há uma noite que é escolhida pra ser
Essa noite que se há-de guardar
Por isso é que eu sigo esse brilho ou calor
Que é estrela ou chama
Ou tu em mim
E vou pra poder descobrir
Quem é que ainda sou contigo
Dispo o cansaço e recomeço
Mais uma vez
Há um sorriso que nos salva do frio
E recolhe o que a vida desfez
Se me desarmo noutro feitiço
Num outro olhar
Há um abrigo que não deixa morrer
Quem nós somos e o que temos pra dar
Por isso é que eu sigo esse brilho da noite
Que és tu em mim
Ou quem fui
E vou pra poder descobrir
Quem é que ainda sou contigo
Mafalda Veiga
[...] Sobre mim… [...]
26
http://www.youtube.com/watch?v=PBCJWJXeFzk&feature=player_embedded
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http://www.youtube.com/watch?v=PBCJWJXeFzk&feature=player_embedded
Taizé… tenho tantas e boas memórias
Espero voltar lá em Agosto
[...] Sobre mim… [...]
Adorei a entrevista….
“Outstanding!!”…
Meu capitão, quem sabe se não me faz uma perguntas em breve? Era “niiiiice”
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